Pular para o conteúdo principal

Física – Entendo e Utilizando a Velocidade Relativa

Física – Entendo e Utilizando a Velocidade Relativa

Abordamos nas últimas postagens, entre outras grandezas, a velocidade. Foram apresentados métodos para obter o seu valor e também a sua interpretação. Hoje, vamos apresentar a velocidade relativa, que utilizará apenas os valores das velocidades. Para aprender a calculá-los, você pode observar as postagens sobre MRU e MRUV.
Neste ponto você já deve ter percebido que, por ser relativa, esta velocidade irá relacionar dois corpos, diferente do que foi aprendido nas outras publicações. Deste modo, devemos analisar a velocidade do ponto de vista vetorial, ou seja, a sua direção e sentido serão muito importantes!
O conceito da velocidade relativa está muito presente em nosso cotidiano, quanto trafegamos em uma rodovia com carros no mesmo ou em outro sentido (veja diferença entre direção e sentido), quando corremos a favor ou contra o vento, e é classificada em dois tipos, a velocidade relativa de aproximação ou a de afastamento.

Velocidade Relativa de Aproximação

É observada quando dois corpos estão no mesmo sentido ou em sentidos opostos, mas vão se cruzar. Neste caso, quando os corpos estiverem em sentidos opostos deve-se somar as velocidades escalares de ambos e quando estiverem no mesmo sentido deve-se subtrair os módulos das velocidades.

Velocidade Relativa de Afastamento

Acontece tanto em sentidos opostos quanto no mesmo sentido, mas os corpos não se cruzam ou já se cruzaram. Assim, vale a mesma regra dita anteriormente, somando para sentidos opostos e subtraindo para o mesmo sentido.
Vamos enfatizar o caso de dois corpos no mesmo sentido. Se o corpo que vem atrás possuir velocidade escalar maior que o corpo da frente, então a velocidade relativa será de aproximação. Já se a sua velocidade for menor que o corpo da frente a velocidade relativa será de afastamento. Mas para ambos os casos o valor em módulo será o mesmo! Pois é calculado da mesma forma!
Portanto, percebemos que a velocidade relativa envolve mais um conceito importante, que se trata da direção e sentido da trajetória dos corpos, mas se tratada com atenção e cuidado não irá causar problemas na resolução dos exercícios!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Material de estudo e pesquisa do 3º trimestre disponíveis!

Material de estudo e pesquisa do 3º trimestre disponíveis!  

Conhecendo os Ângulos Colaterais e Alternos

Quando falamos em semirretas , o ângulo é definido como a abertura entre elas. Porém, quando falamos na interseção entre retas, são formados quatro ângulos. Para a nossa primeira situação, utilizaremos duas retas paralelas entre si, as quais serão cortadas por uma reta transversal, o que resultarão em 8 ângulos diferentes! A nossa situação estudada será a seguinte: Como foi falado, a situação conta com 8 diferentes ângulos, que estão identificados com as letras de A a H .  Porém, antes de falarmos dos ângulos, vamos definir as regiões formadas pelas retas paralelas. A região que fica entre as duas retas é definida como a região interna . Observe na figura: Já as regiões que não se encontram entre as retas paralelas são definidas como externas . Uma representação das regiões externas está registrada a seguir. É interessante destacar que todos os ângulos que utilizaremos estão numa dessas regiões. Iniciando então pelos ângulos alternos internos : C...

Evolução Convergente e Divergente

Sabemos hoje,   que a vida surgiu há aproximadamente 3,5 bilhões de anos atrás, muito menos diversa e especializada.   Mas como explicar que toda a diversidade do mundo provém de células simples, que continham apenas membrana, material genético e algumas proteínas? Através da evolução, podemos elucidar alguns desses processos, não como uma verdade absoluta à prova de erros, mas como hipóteses bem estruturadas baseadas em evidências científicas construídas ao longo da história . O conceito de evolução biológica pode ser resumido em “descendência com modificação”, ou seja, as modificações causadas aleatoriamente no material genético dos seres vivos que são transmitidas para os seus descendentes. A ideia central da evolução é que toda vida na terra provém de um ancestral comum, dessa forma, desde plantas à humanos, todos estão correlacionados. Embora todos os seres tenham um grau de parentesco evolutivo entre si, não podem ser classificados em um mesmo grupo, pois mesmo que exist...